segunda-feira, 29 de outubro de 2018




atando os fios,
as pontas do pensamento, os rios,
as orações que dissolvem os braços da decadência,
não falo de política,.falo de mim, dos sonos que andei tendo
por conta dos turvamentos meus mesmos,
das organizações das coisas que se movimentaram
cá em minha frente,
nos calabouços da estrada existencial
abro as janelas do sangue,
as janelas que se abrem e se fecham
atadas a torre de minha amiga fé



e eu morri novamente, 
catei os grãos que estavam no fundo do casulo
e engoli a flauta de níquel, o oxigênio,
a harpa e os pés de abóbora,
e os pés da ave de pedra ácida,

os pés que camille claudel esculpiu no mármore de carrara,
no mármore estético das solicitudes da alm
a


Amo o Mozart devasso ( edu planchêz )
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Um jovem de quinze anos tocando chorinho,
não é um jovem,
é um ancião, 
ouvi isso da boca de Cazuza
e trouxe pra minha
Edu Planchêz nunca se aposentará,
nem nessa nem nas próximas existências,
o novo está no Sepultura,
no metal derretido de nossas caras,
meus templos são eregidos nas lavas,
no epicentro do tornado,
forças vivas da renovação
Os chinelinhos e o pijama,
estão devidamente incinerados
em meus ventres,
o velho comodista e o cão obediente
jamais deitarão suas peles na minha
Amo o Mozart devasso,
na certa, se vivesse por esses dias,
comporia funk e metal,
moraria comigo na favela,
iria no complexo da Maré
buscar maconha comigo
E foda-se se você torce o nariz
para o esperma dessas palavras,
para urina dos que você evita
por se achar superior
O velho novo beat bate cabeça
com as minhas cabeças
no meio da fogueira,
entre a muvuca que manda
as vidraças dos bancos
e os políticos de merda
pra casa do caralho
( edu planchêz )



de suas janelas gritam "NASZISTA!"
outros "VAI TRABALHAR!"
-----------------( edu planchêz )
desprezo vossa burrice erguendo de meus olhos o farol do mar
desse agora rio de janeiro, 
desse condomínio onde uns de suas janelas gritam 
"NASZISTA!" outros "VAI TRABALHAR!"
agora estou na outra ponta do arame
dentro de mim
dentro da civilização
dentro do que é trevas
do que é mais que luz
eu mais ainda edu planchêz
rei de nada
remo dos loucos
que nem eu
( edu planchêz )



vozes apaixonadas ( edu planchêz ) 28/10/2018
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é como se a poesia e as canções tivessem me abandonado,
é como se bob dylan e chico cesar me fisgassem com as antenas de um radar, 
com um anzol com uma larvar na ponta,
e eu me mando para londres, 
para as cavidades do que ainda não ví
pelos arredores das coisas que nunca somem
e é vida que segue, e é mordida de relâmpago
nos princípios da arte movida por meu sangue indigesto,
por minha merda sagrada,
pois é sabido que as lentes do amor ampliam as cenas
que minha cabeça projeta
nas grades que nunca abraço,
que nunca cabem em qualquer ser,
em qualquer estado de luz
vi num sonho eu e meu amor num palco de elegantes luzes,
luzes do novo mundo,
do submundo dos subterrâneos
do eterno camarada jack kerouac,
e havia entorno uma multidão de seres
adornados pelas células das canções
tecidas por nossas vozes apaixonadas
( edu planchêz )


mesmo soterrado por um bilhão de montanhas,
mesmo submerso no sangue das aranhas,
mesmo que minha mãe não me compreenda,
mesmo que os escorpiões derramem
suas armas sob o corredores do meu peito, 
ainda assim, acreditarei nos ventos,
nas contas da primeira primavera

( edu planchêz )

sábado, 27 de outubro de 2018

sexta-feira, 19 de outubro de 2018




indo para londres da pqp
emergido no mar 
das substâncias proibidas 
armado de livros e guitarras


e sai pelo ânus do wtzp 
escorpiões de mentiras 
q entram pela boca d teus olhos 
p destruir vosso simples coração

não a submissão,
ao inflar dos seres havidos 
e suas metralhadoras 
repletas de escravos teleguiados
pelos novos macacos da repressão
aprendendo a lidar 
com esse hj,
c o muro de agora, 
c o frio vento do outubro

quinta-feira, 18 de outubro de 2018




eu desejo formar com os anéis de meu corpo um grande barco,
para costurar a boneca dos olhos de botão no vestido de minha ama (ep)



edu planchêz bodhisattva da terra
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tiro leite de pedra derretida em nome da vida de meu filho
em meio a todos os relâmpagos do carma,
do desafio de expurgar da matéria o som da peçonha, 
a cor do teto das aranhas
vinde fadas, girafas e borboletas em metamorfoses
clarões do bem único, já que sou homem de fé avassaladora,
não aceito o aniquilamento precoce dele que veio
para ser o filho bailarino do senhor bufha
NAM MIOHORENGUE KIO!
edu planchêz bodhisattva da terra
durante a hora do boi ( Niú )
acaricio o pé esquerdo 
de minha ama

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Pensávamos eu e Glauber Rocha q mesmo c todos os descaminhos, nunca mais veríamos a cara do Fascismo


Torquato Neto hoje chora em mim,
Glauber Bayard,Cairo,Zarvos,Tavinho PaesBetina Kopp,Glad,Tico Santa CruzCatarina Crystal



Mas nós os seres passarinhos, nos uniremos pelas pétalas 
do coração 
dos que amam os felizes


e essa fila que caminha para as lâminas da máquina de triturar carne,
e esses corações flechados pelo ódio...
e esses loucos hão de nos jogar 
na mesma vala que je esses loucos hão de nos jogar 

na mesma vala que jogaram Lorca?
bichas loucos poetas putas favelados camponeses atores cantores bandidos padres... chegou em pele e ossos 
o demônio do sexto céu

com o ver das Orcas


com o ver das Orcas
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com o ver das Orcas
e das barbatanas azuis, sigo a seta, 
a soma, o modulante cardume,
o corcel d'ouro que some entre a neve 
e o rebento gerido pelo sol ártico

eu sou o escritor que esteve morto, submerso,
ancorado na antiguidade Persa, nos molares do cão;
andei morto sim, afastado dos acordes que tanto amo,
dos jantares intrigantes das moreias que se movem,
que são corrente vivas de livros
que aqui ora escrevo

( edu planchêz )