eu brinquei na lama
no valão junto com os porcos,contemplando os peixes barrigudinhos
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
morei em Suzano numa chácara ( no bairro Chácara Mea ), ia de Suzano a Arturo Alvim de trem ), lá pegava o Metro e descia na Paulista...muitas vezes tive q pular o muro da estação de trem em Suzano pq n tinha grana, lembro q o lado de dentro do muro q dava p estação era cheio de graxa p tentar evitar q as pessoas pulassem ele
+ a "gente" ligava o foda-se e pulava mesmo, n tinha outra alternativa, graxa, lama, merda n mata, o q mata é viver sem o teatro.
( edu planchêz )
+ a "gente" ligava o foda-se e pulava mesmo, n tinha outra alternativa, graxa, lama, merda n mata, o q mata é viver sem o teatro.
( edu planchêz )
e foram tantos avanços, as mulheres bebendo o sol livres
da prisão das roupas sob as luzes do posto nove ipanema;
e o rock acordando nossos olhos pelas ondas da rádio fluminense,
dias em que eu queimava flores de cânhamo
sobre o teto da barca rio-niterói voltando da universidade federal fluminense,
e eram dias de rock,
dias de carnavais alternativos
cheios de guitarras ecoando anárquicos pássaros pelos arcos da lapa
( edu planchêz )
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
caminhadas submersas
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o tirano q exterminou gabriel garcia lorca,
federá por todas as horas do inferno no vagido do cu
dos vermes que devoram as madeiras da escravidão,
eu não sou e nunca serei escravo,
nunca, nunca hei de limpar as mãos na lama
do dinheiro dos que morrem pelo dinheiro
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o tirano q exterminou gabriel garcia lorca,
federá por todas as horas do inferno no vagido do cu
dos vermes que devoram as madeiras da escravidão,
eu não sou e nunca serei escravo,
nunca, nunca hei de limpar as mãos na lama
do dinheiro dos que morrem pelo dinheiro
e foi para o ralo o nome dos irmãos
que hasteiam bandeiras de luz,
e todo esse parlamento de marionetes há de se mumificar
dentro dos poemas acres regidos por allen ginsberg
pelo breu das estradas alucinadas
dos que se lançam para o além do comum,
da mesmice dos que nunca ousam
por medo de perder o que nunca tiveram
que hasteiam bandeiras de luz,
e todo esse parlamento de marionetes há de se mumificar
dentro dos poemas acres regidos por allen ginsberg
pelo breu das estradas alucinadas
dos que se lançam para o além do comum,
da mesmice dos que nunca ousam
por medo de perder o que nunca tiveram
e eu sou o louco que ama rabiscar com as próprias fezes
os palácios dos reis injustos, dos que insultam os que lutam,
os que arreganham as asas cobrindo todos os mares,
todas as encruzilhadas...
os palácios dos reis injustos, dos que insultam os que lutam,
os que arreganham as asas cobrindo todos os mares,
todas as encruzilhadas...
e eu sentei numa das encruzilhadas de curitiba para fumar
um pouco da maconha que comprei para alegrar meu irmão
que veio nos visitar ( despejar ) ...
e eu vi o leminski verdadeiro,
o que nunca faria propostas indecorosas
ao meu amor por ser um ser de alto respeito,
por ser um ninja esdrúxulo, um anti quase tudo,
um mestre da sabedoria vagabunda,
irmão de caminhadas submersas
um pouco da maconha que comprei para alegrar meu irmão
que veio nos visitar ( despejar ) ...
e eu vi o leminski verdadeiro,
o que nunca faria propostas indecorosas
ao meu amor por ser um ser de alto respeito,
por ser um ninja esdrúxulo, um anti quase tudo,
um mestre da sabedoria vagabunda,
irmão de caminhadas submersas
eu sou uma alma vertida em carvão
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caralho! por todas orlas de seres que nos trancafiam
em nós mesmo, eu raio de porra acesa,
guardião do inexplicável, do que não cabe no lógico,
grito não gritando, grito escrevendo,
revertendo elos desfeito, destruindo amarras
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caralho! por todas orlas de seres que nos trancafiam
em nós mesmo, eu raio de porra acesa,
guardião do inexplicável, do que não cabe no lógico,
grito não gritando, grito escrevendo,
revertendo elos desfeito, destruindo amarras
sigo e não sigo pelas lavas do que ainda não vi
porque não ver é estar preso ao que nem sei,
e quem sabe alguma coisa?
porque não ver é estar preso ao que nem sei,
e quem sabe alguma coisa?
e a crise, a revolução psicológica nos atraca sem âncoras
nas pedras, nas falha geológicas do continente
das almas vertidas em carvão,
eu sou uma alma vertida em carvão
por ser animal ferido
( se curando nas esfera mais que perfeitas do sol leão
de vladimir maiakovski )
nas pedras, nas falha geológicas do continente
das almas vertidas em carvão,
eu sou uma alma vertida em carvão
por ser animal ferido
( se curando nas esfera mais que perfeitas do sol leão
de vladimir maiakovski )
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