quarta-feira, 17 de outubro de 2018

com o ver das Orcas


com o ver das Orcas
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com o ver das Orcas
e das barbatanas azuis, sigo a seta, 
a soma, o modulante cardume,
o corcel d'ouro que some entre a neve 
e o rebento gerido pelo sol ártico

eu sou o escritor que esteve morto, submerso,
ancorado na antiguidade Persa, nos molares do cão;
andei morto sim, afastado dos acordes que tanto amo,
dos jantares intrigantes das moreias que se movem,
que são corrente vivas de livros
que aqui ora escrevo

( edu planchêz )

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